domingo, 6 de março de 2011

Como agir em caso de convulsão



Este vídeo é bastante elucidativo e pode ser trabalhado com os alunos. Eu já presenciei  crises convulsivas em duas crianças e fiquei sem saber o que fazer. Espero que seja útil.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade na Ed. Infantil


Lisa O'Brien *
Sam explodiu para dentro da sala de aula. Mexeu no material de todas as mesas de atividades mas não ficou sentado tempo suficiente para completar nenhuma delas. Cinco minutos depois de ter entrado na salal, gritou: "O que é que eu posso fazer agora?" Brincou com brinquedos que não estavam incluídos nas atividades planejadas. Na hora da arrumação, fez barulho, andou de um lado para o outro e resistiu seriamente à mudança de atividade. Durante o trabalho de grupo, esteve irrequieto, interrompeu os trabalhos e, finalmente, se levantou e ficou andando pela sala. 

Quando a mãe de Sam veio buscá-lo no final da aula, falei que tinha sido um dia difícil mas que eu faria o melhor possível para ajudá-lo a ter um bom ano Disse que estava contente de Sam estar na minha sala. Eu estava dizendo a verdade, mas fiquei preocupada imaginando o quanto Sam poderia aprender neste ano e se eu teria a paciência e o preparo para controlar adequadamente seu comportamento desafiador. Sabia que era necessário conseguir uma parceria com seus pais e aplicar estratégias práticas para poder obter sucesso.
Sam, com as outras 3 a 5% crianças em idade escolar, tem TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade). Ter TDAH é como ser míope — o mundo está fora de foco. Você já tentou dirigir com cerração forte? Crianças com TDAH não conseguem focalizar a atenção nas coisas por muito tempo e logo se sentem irrequietas e aborrecidas, de modo que seguem um estímulo atrás do outro, sempre insatisfeitas, não conseguindo completar quase nenhuma atividade. Crianças com TDAH não enxergam com antecedência as conseqüências de uma ação, nem aprendem facilmente as lições que essas conseqüências trazem. Vivem o momento presente, levadas pelo impulso e pela necessidade de estímulo. Como resultado, não pensam no perigo de atravessar a rua atrás de uma bola ou de conversar com estranhos. Uma criança com TDAH pula de uma árvore, quebra a perna e, assim que tira o gesso vai lá e pula outra vez. Socialmente, sentem que estão dois passos atrás dos colegas. Emocionalmente, freqüentemente estão dois ou três anos atrás dos colegas. Infelizmente, crianças com TDAH são pouco compreendidas e muitas vezes classificadas como preguiçosas, não inteligentes ou problemáticas. Na realidade, muitas dessas crianças se esforçam muito para modificar o comportamento, mas seu esforço nunca é suficiente para modificar a impressão que se tem delas. Para crianças com TDAH, a vida é uma experiência frustrante. Para falar a verdade, elas se sentem tão frustradas quanto seus professores. 
Se você é um professor que enfrenta o desafio de uma criança com TDAH, é possível modificar a sala de aula e suas lições de modo que o ambiente seja mais feliz e mais tranqüilo para você, seu aluno com TDAH e as outras crianças da turma. Aqui vão algumas sugestões.
Hora da arrumação. Avise com antecedência a criança com TDAH que haverá uma mudança de atividade. Acerte o alarme do relógio para ela saber quanto tempo tem para sua arrumação. Seja firme mas reforce positivamente durante as transições. Elogiar e premiar se ela conseguir se arrumar e se unir ao grupo antes do alarme soar.
Hora do Conto. Sente a criança perto de você. Permita que ela ajude de alguma maneira (segurando a gravura, passando coisas). Elogiar e premiar quando ela permanecer junto com o grupo durante o tempo todo, ou mais tempo do que da última vez. Isto é extremamente difícil, especialmente para crianças com TDAH muito pequenas.
Hora do lanche. Ensinar a criança a ficar no seu lugar até que tenha acabado de comer. Novamente, coloque o alarme para ela saber quanto tempo tem para comer. Avisar e retirar sua comida se ela sair do lugar. Mostre compreensão para com seu aborrecimento, mas não devolva a comida. É possível que ela perca algum antes de aprender a permanecer sentada até terminar a refeição. Premiar generosamente quando ela finalmente conseguir! (Observação: Isto pode não funcionar com todas as crianças, principalmente com aquelas que não têm fome no horário do lanche devido à medicação. Se a falta de apetite for um problema, talvez seja necessário permitir um horário alternativo para o lanche.)
Hora do descanso. Seguir a mesma rotina a cada vez. Designar um local para o descanso e colocar a criança no mesmo lugar a cada vez. Elogiá-la por ficar no seu "cantinho" e permanecer quieta até a hora do descanso terminar. Muito importante: retirar o maior número que puder de elementos que distraiam. Se você for preparar uma lição ou falar com outro professor durante o horário do descanso, fazer isto longe das vistas e dos ouvidos da criança.
Manter a classe pequena para evitar excesso de estimulação. Se possível, utilizar ajudantes ou outros professores para manter um número não muito grande de alunos por professor. Demonstrar amor, paciência e aceitação. A criança com TDAH necessita da sua ajuda para focalizar e funcionar. 
Estruturar. Crianças com TDAH se desenvolvem extraordinariamente dentro de uma estrutura. Siga a mesma rotina dentro da sala de aula. Não ofereça mais de duas atividades ao mesmo tempo. Elogiar atividades que foram completadas.
É importante ensinar as outras crianças que todos somos diferentes, e que todos devem se ajudar. Com as crianças mais velhas da Pré-Escola, dramatizar situações em que uma criança precisa de compreensão, gentileza e ajuda amorosa. Aplicar os conceitos em situações reais da sala de aula. No trato com todas as crianças, utilizar e exigir gentileza. Por exemplo: "Notei que Joana está sendo uma boa amiga ajudando a Márcia a recolher os lápis de cera que caíram no chão" ou "Gosto do jeito que o José está na fila, sem empurrar. Obrigada, José" ou "Vocês viram como a Patrícia está quietinha? Patrícia, você acaba de ganhar uma estrela para a sua agenda".
Você é professor de uma criança muito especial. É muito possível que seu aluno com TDAH seja criativo, inteligente, multi-talentoso e que deseje, acima de tudo, agradar os adultos que o rodeiam. Ele está habituado ao fracasso e a ser mal compreendido pelos outros. O que ele precisa é da sua compreensão, sua aceitação e do seu amor. Se for encorajada e receber oportunidades, essa criança tem um grande potencial para o sucesso.

* Lisa O'Brien foi professora de Educação Especial. Atualmente, trabalha em uma pequena firma de propaganda em Birmingham, Alabama, USA e escreve sobre tópicos educacionais durante seu tempo livre. É membro do CHADD (Crianças e Adultos com TDAH) e tanto ela como seu filho de 3 anos têm TDAH.

terça-feira, 1 de março de 2011

Saúde bucal

O resultado da pesquisa abaixo só vem reforçar a minha preocupação com a saúde bucal das crianças. Apesar dos esforços na escola e mesmo o apoio da Secretaria de Saúde, o número de crianças com problemas dentários é enorme. Após uma roda de conversa com as crianças percebi que são poucas as que recebem orientação dos adultos e fazem a escovação após as refeições a antes de dormir. Veja o resultado da pesquisa:
O objetivo desta pesquisa foi o de avaliar o desempenho na escola de crianças de quatro anos de idade portadoras de cárie severa. Foram examinadas 101 pré-escolares pertencentes a 4 escolas municipais da cidade do Recife, estado de Pernambuco, Brasil, no ano de 2002. Os exames clínicos foram realizados por 3 pesquisadoras (Kappa inter-examinador = 0,89 e intra-examinador = 0,91), com o objetivo de selecionar crianças livres de cárie (grupo A) e portadoras de cárie severa (grupo B), compondo a amostra final de 41 crianças selecionadas A avaliação do desempenho das crianças na escola foi obtida por meio da aplicação de um questionário com as professoras. Verificou-se que o grupo dos alunos livres de cárie apresentou-se, em geral, mais atento às explicações das professoras em sala de aula e com menor dificuldade na realização das tarefas escolares, bem como não apresentaram faltas à escola por motivos relacionados aos dentes, o que não ocorreu com os alunos do grupo B. Quanto à participação oral em sala de aula e a pronúncia das palavras, não se observaram diferenças significativas entre os dois grupos, de acordo com as informações fornecidas pelas professoras. No grupo A, não foi relatado apelido constrangedor relacionado aos dentes, fato que foi verificado em 11% das crianças do grupo B. As professoras consideraram que 22% das crianças portadoras de cárie severa apresentavam prejuízos em suas atividades escolares devido às condições de sua saúde bucal. Concluiu-se que o desempenho das crianças portadoras de cárie severa na escola pode ser prejudicado por sua saúde bucal. Outras pesquisas devem ser desenvolvidas para melhor avaliar o impacto da cárie severa no desempenho da criança na escola.


Olha só como estão os dentinhos desta criança de cinco anos:



Como providência imediata, iremos solicitar a presença dos profissonais de saúde do bairro para orientação de alunos e familiares e montar o ESCOVÓDROMO.


Registro da visita dos profissionais de saúde bucal em 2010:

Link para a pesquisa acima citada: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHealthSci/article/viewArticle/2164