domingo, 1 de maio de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

DINÂMICA

Dinâmica: EMPRESTANDO O LÁPIS


Objetivo: Mostrar a importância da partilha e a união entre as crianças.


Participantes: Todos os presentes no encontro


Material: Lápis de cor e desenho impresso.



- Pedir para que as crianças tragam para o próximo encontro um lápis de cor.
Importante: Cada criança deve trazer apenas UM lápis. Se a professora ver que a criança trouxe a caixa com mais cores, pedir para que a criança escolha a cor que mais gosta.

- A professora deve trazer impresso em papel um desenho para as crianças colorirem. O ideal é uma folha para cada criança. Na folha deverá ter o mesmo desenho duas vezes.

Descrição: Distribui-se uma folha para cada criança, pedindo que elas pintem apenas um desenho e com a lápis que trouxe. O desenho vai ficar com uma tonalidade apenas.

Quando as crianças terminarem o primeiro desenho, pede-se que inicie o segundo, mas agora elas não irão pintar somente com as cores que elas trouxeram e sim que emprestem o lápis do outro amigo para colorir o desenho, assim cada criança irá emprestar o lápis de um amigo para colorir e no final todos terão um trabalho colorido.

Conclusão: O primeiro desenho ficou com uma cor uniforme, com isso acabou ficando feio, esquisito. Mas quando eles emprestaram o lápis do amiguinho, o desenho ficou mais bonito, colorido.Com isso deve-se mostrar a criança que elas precisam se unir e se ajudarem mutuamente, explica-se que quantas outras crianças pobres que não tem o que eles tem, por exemplo, brinquedos, comidas etc. Sendo assim, diante de nossas possibilidades, devemos dar um pouquinho daquilo que temos.

Fonte: http://educadorescristaos.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Segurança nas escolas


Por todas as vítimas da tragédia em Realengo - RJ e de todas as escolas do Brasil.

STF confirma constitucionalidade do piso nacional dos professores como vencimento inicial

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou hoje (6) a constitucionalidade da lei do piso nacional para professores da rede pública e determinou que ele deve ser considerado como vencimento inicial. A legislação, sancionada em 2008, foi ainda naquele ano contestada pelos governadores de Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e Ceará. O valor atualizado que deve ser pago pelos estados e municípios aos docentes em 2011 é de R$ 1.187,14.
Dois pontos específicos da lei foram questionados na ação. A principal divergência estava no entendimento de piso como remuneração mínima. As entidades sindicais defendem que o valor estabelecido pela lei deve ser entendido como vencimento básico. As gratificações e outros extras não podem ser incorporados na conta do piso. Por 7 votos a 2, o STF seguiu esse entendimento, considerando improcedente a ação.
Os proponentes da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) queriam que o termo piso fosse interpretado como remuneração mínima, incluindo os benefícios, sob a alegação de que os estados e municípios não teriam recursos para arcar com o aumento.
“Não há restrição constitucional ao uso de um conceito mais amplo para tornar o piso mais um mecanismo de fomento à educação”, defendeu o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação, durante seu voto.
Somente os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello votaram pela procedência da ação. Mendes argumentou que a lei não considera os impactos orçamentários da medida aos cofres estaduais e municipais, o que poderia “congelar” a oferta educacional no país. Apesar de a legislação falar de uma complementação da União quando o ente federado não for capaz de arcar com os custos, para o ministro a forma como ocorrerá o repasse não está regulamentada.
“A lei foi econômica ao dizer da complementação da União. É preciso dimensionar a responsabilidade por parte da União”, apontou Mendes. O ministro Ayres Britto, ressaltou, entretanto, que as questões orçamentárias não podem ser consideradas no julgamento da constitucionalidade de uma matéria.
O outro ponto da lei questionado pela ADI foi a regra de que um terço da carga horária do professor deverá ser reservada para atividades extraclasse como planejamento de aula e atualização. Os governos estuduais argumentaram que nesse ponto a lei fere a autonomia dos estados e municípios em organizar seus próprios sistemas de ensino. Esse ponto ficou pendente, já que não havia maioria no plenário para declarar a inconstitucionalidade. O ministro Ayres Britto, que presidiu a sessão, afirmou que a votação deste item deve ser retomada na próxima semana.
 
FONTE: Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dia Mundial do Autismo

Marcado pela ONU desde 2008, dia 2 de abril é o Dia Mundial do Autismo.


DEFINIÇÃO DA AUTISM SOCIETY OF AMERICAN – ASA (1978)

   Autism Society of American = Associação Americana de Autismo.
   O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.
   Segundo a ASA, os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo. Incluem:
   1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas.
   2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.
   3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.
   4. Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.

   Fonte: Gauderer, E. Christian. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento: guia prático para pais e profissionais. Rio de Janeiro: Revinter; 1997. pg 3.

SINTOMAS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO


   Segundo a ASA (Autism Society of American), indivíduos com autismo usualmente exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:
1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Aparente insensibilidade à dor
5. Preferência pela solidão; modos arredios
6. Rotação de objetos
7. Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
11. Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo)
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Recusa colo ou afagos
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos


   OBS.: É relevante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém a maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança. Estes variam de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma. Adicionalmente, as alterações dos sintomas ocorrem em diferentes situações e são inapropriadas para sua idade.




   COMPORTAMENTOS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
   (Segundo a ASA)
 
USA AS PESSOAS COMO FERRAMENTAS
RESISTE A MUDANÇAS DE ROTINA
NÃO SE MISTURA COM OUTRAS CRIANÇAS
APEGO NÃO APROPRIADO A OBJETOS
 
NÃO MANTÉM CONTATO VISUAL
AGE COMO SE FOSSE SURDO
RESISTE AO APRENDIZADO
NÃO DEMONSTRA MEDO DE PERIGOS

 



RISOS E MOVIMENTOS NÃO APROPRIADOS
RESISTE AO CONTATO FÍSICO
ACENTUADA HIPERATIVIDADE FÍSICA
GIRA OBJETOS DE MANEIRA BIZARRA E PECULIAR







ÀS VEZES É AGRESSIVO E DESTRUTIVO
MODO E COMPORTAMENTO INDIFERENTE E ARREDIO
 


FONTE: http://www.parallax.com.br/anjosdebarro/orgulho/

domingo, 6 de março de 2011

Como agir em caso de convulsão



Este vídeo é bastante elucidativo e pode ser trabalhado com os alunos. Eu já presenciei  crises convulsivas em duas crianças e fiquei sem saber o que fazer. Espero que seja útil.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade na Ed. Infantil


Lisa O'Brien *
Sam explodiu para dentro da sala de aula. Mexeu no material de todas as mesas de atividades mas não ficou sentado tempo suficiente para completar nenhuma delas. Cinco minutos depois de ter entrado na salal, gritou: "O que é que eu posso fazer agora?" Brincou com brinquedos que não estavam incluídos nas atividades planejadas. Na hora da arrumação, fez barulho, andou de um lado para o outro e resistiu seriamente à mudança de atividade. Durante o trabalho de grupo, esteve irrequieto, interrompeu os trabalhos e, finalmente, se levantou e ficou andando pela sala. 

Quando a mãe de Sam veio buscá-lo no final da aula, falei que tinha sido um dia difícil mas que eu faria o melhor possível para ajudá-lo a ter um bom ano Disse que estava contente de Sam estar na minha sala. Eu estava dizendo a verdade, mas fiquei preocupada imaginando o quanto Sam poderia aprender neste ano e se eu teria a paciência e o preparo para controlar adequadamente seu comportamento desafiador. Sabia que era necessário conseguir uma parceria com seus pais e aplicar estratégias práticas para poder obter sucesso.
Sam, com as outras 3 a 5% crianças em idade escolar, tem TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade). Ter TDAH é como ser míope — o mundo está fora de foco. Você já tentou dirigir com cerração forte? Crianças com TDAH não conseguem focalizar a atenção nas coisas por muito tempo e logo se sentem irrequietas e aborrecidas, de modo que seguem um estímulo atrás do outro, sempre insatisfeitas, não conseguindo completar quase nenhuma atividade. Crianças com TDAH não enxergam com antecedência as conseqüências de uma ação, nem aprendem facilmente as lições que essas conseqüências trazem. Vivem o momento presente, levadas pelo impulso e pela necessidade de estímulo. Como resultado, não pensam no perigo de atravessar a rua atrás de uma bola ou de conversar com estranhos. Uma criança com TDAH pula de uma árvore, quebra a perna e, assim que tira o gesso vai lá e pula outra vez. Socialmente, sentem que estão dois passos atrás dos colegas. Emocionalmente, freqüentemente estão dois ou três anos atrás dos colegas. Infelizmente, crianças com TDAH são pouco compreendidas e muitas vezes classificadas como preguiçosas, não inteligentes ou problemáticas. Na realidade, muitas dessas crianças se esforçam muito para modificar o comportamento, mas seu esforço nunca é suficiente para modificar a impressão que se tem delas. Para crianças com TDAH, a vida é uma experiência frustrante. Para falar a verdade, elas se sentem tão frustradas quanto seus professores. 
Se você é um professor que enfrenta o desafio de uma criança com TDAH, é possível modificar a sala de aula e suas lições de modo que o ambiente seja mais feliz e mais tranqüilo para você, seu aluno com TDAH e as outras crianças da turma. Aqui vão algumas sugestões.
Hora da arrumação. Avise com antecedência a criança com TDAH que haverá uma mudança de atividade. Acerte o alarme do relógio para ela saber quanto tempo tem para sua arrumação. Seja firme mas reforce positivamente durante as transições. Elogiar e premiar se ela conseguir se arrumar e se unir ao grupo antes do alarme soar.
Hora do Conto. Sente a criança perto de você. Permita que ela ajude de alguma maneira (segurando a gravura, passando coisas). Elogiar e premiar quando ela permanecer junto com o grupo durante o tempo todo, ou mais tempo do que da última vez. Isto é extremamente difícil, especialmente para crianças com TDAH muito pequenas.
Hora do lanche. Ensinar a criança a ficar no seu lugar até que tenha acabado de comer. Novamente, coloque o alarme para ela saber quanto tempo tem para comer. Avisar e retirar sua comida se ela sair do lugar. Mostre compreensão para com seu aborrecimento, mas não devolva a comida. É possível que ela perca algum antes de aprender a permanecer sentada até terminar a refeição. Premiar generosamente quando ela finalmente conseguir! (Observação: Isto pode não funcionar com todas as crianças, principalmente com aquelas que não têm fome no horário do lanche devido à medicação. Se a falta de apetite for um problema, talvez seja necessário permitir um horário alternativo para o lanche.)
Hora do descanso. Seguir a mesma rotina a cada vez. Designar um local para o descanso e colocar a criança no mesmo lugar a cada vez. Elogiá-la por ficar no seu "cantinho" e permanecer quieta até a hora do descanso terminar. Muito importante: retirar o maior número que puder de elementos que distraiam. Se você for preparar uma lição ou falar com outro professor durante o horário do descanso, fazer isto longe das vistas e dos ouvidos da criança.
Manter a classe pequena para evitar excesso de estimulação. Se possível, utilizar ajudantes ou outros professores para manter um número não muito grande de alunos por professor. Demonstrar amor, paciência e aceitação. A criança com TDAH necessita da sua ajuda para focalizar e funcionar. 
Estruturar. Crianças com TDAH se desenvolvem extraordinariamente dentro de uma estrutura. Siga a mesma rotina dentro da sala de aula. Não ofereça mais de duas atividades ao mesmo tempo. Elogiar atividades que foram completadas.
É importante ensinar as outras crianças que todos somos diferentes, e que todos devem se ajudar. Com as crianças mais velhas da Pré-Escola, dramatizar situações em que uma criança precisa de compreensão, gentileza e ajuda amorosa. Aplicar os conceitos em situações reais da sala de aula. No trato com todas as crianças, utilizar e exigir gentileza. Por exemplo: "Notei que Joana está sendo uma boa amiga ajudando a Márcia a recolher os lápis de cera que caíram no chão" ou "Gosto do jeito que o José está na fila, sem empurrar. Obrigada, José" ou "Vocês viram como a Patrícia está quietinha? Patrícia, você acaba de ganhar uma estrela para a sua agenda".
Você é professor de uma criança muito especial. É muito possível que seu aluno com TDAH seja criativo, inteligente, multi-talentoso e que deseje, acima de tudo, agradar os adultos que o rodeiam. Ele está habituado ao fracasso e a ser mal compreendido pelos outros. O que ele precisa é da sua compreensão, sua aceitação e do seu amor. Se for encorajada e receber oportunidades, essa criança tem um grande potencial para o sucesso.

* Lisa O'Brien foi professora de Educação Especial. Atualmente, trabalha em uma pequena firma de propaganda em Birmingham, Alabama, USA e escreve sobre tópicos educacionais durante seu tempo livre. É membro do CHADD (Crianças e Adultos com TDAH) e tanto ela como seu filho de 3 anos têm TDAH.

terça-feira, 1 de março de 2011

Saúde bucal

O resultado da pesquisa abaixo só vem reforçar a minha preocupação com a saúde bucal das crianças. Apesar dos esforços na escola e mesmo o apoio da Secretaria de Saúde, o número de crianças com problemas dentários é enorme. Após uma roda de conversa com as crianças percebi que são poucas as que recebem orientação dos adultos e fazem a escovação após as refeições a antes de dormir. Veja o resultado da pesquisa:
O objetivo desta pesquisa foi o de avaliar o desempenho na escola de crianças de quatro anos de idade portadoras de cárie severa. Foram examinadas 101 pré-escolares pertencentes a 4 escolas municipais da cidade do Recife, estado de Pernambuco, Brasil, no ano de 2002. Os exames clínicos foram realizados por 3 pesquisadoras (Kappa inter-examinador = 0,89 e intra-examinador = 0,91), com o objetivo de selecionar crianças livres de cárie (grupo A) e portadoras de cárie severa (grupo B), compondo a amostra final de 41 crianças selecionadas A avaliação do desempenho das crianças na escola foi obtida por meio da aplicação de um questionário com as professoras. Verificou-se que o grupo dos alunos livres de cárie apresentou-se, em geral, mais atento às explicações das professoras em sala de aula e com menor dificuldade na realização das tarefas escolares, bem como não apresentaram faltas à escola por motivos relacionados aos dentes, o que não ocorreu com os alunos do grupo B. Quanto à participação oral em sala de aula e a pronúncia das palavras, não se observaram diferenças significativas entre os dois grupos, de acordo com as informações fornecidas pelas professoras. No grupo A, não foi relatado apelido constrangedor relacionado aos dentes, fato que foi verificado em 11% das crianças do grupo B. As professoras consideraram que 22% das crianças portadoras de cárie severa apresentavam prejuízos em suas atividades escolares devido às condições de sua saúde bucal. Concluiu-se que o desempenho das crianças portadoras de cárie severa na escola pode ser prejudicado por sua saúde bucal. Outras pesquisas devem ser desenvolvidas para melhor avaliar o impacto da cárie severa no desempenho da criança na escola.


Olha só como estão os dentinhos desta criança de cinco anos:



Como providência imediata, iremos solicitar a presença dos profissonais de saúde do bairro para orientação de alunos e familiares e montar o ESCOVÓDROMO.


Registro da visita dos profissionais de saúde bucal em 2010:

Link para a pesquisa acima citada: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHealthSci/article/viewArticle/2164

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desafios e vitórias



Boas notícias devem ser compartilhadas! Um exemplo de superação, rumo à inclusão através da educação e direto do Estado de Alagoas...Repasso texto:



Nós que fazemos parte do Programa Conexões de Saberes da Universidade Federal de Alagoas – UFAL temos o prazer de divulgar números do Processo Seletivo Seriado 2011. Como era esperado, o Projeto Pré-Vestibular Comunitário, aumentou o número de aprovados.
Presente em 06 municípios alagoanos e mais 06 bairros da capital, a possibilidade de um êxito maior que no ano anterior era eminente. Nessa configuração, foram 960 alunos que estudaram no curso, desses 515 prestaram vestibular.
Os 185 aprovados foram recepcionados com direito a solenidade, onde contou com as ilustres presenças da Magnífica Reitora Ana Dayse Rezende Dórea e do Vice-Reitor Eurico de Barros Lôbo Filho, no último dia 21 de fevereiro de 2011.
Em clima de muita alegria, dois ex-alunos do cursinho discursaram sobre suas caminhadas até o egresso ao Ensino Superior. Ambas com requinte de superação. A primeira é Dijania Correia da Silva Melo. É difícil acreditar que uma ex-catadora de lixo de 40 anos, mãe de 09 filhos, possa ter o sonho de passar no vestibular. Ela conseguiu. Ela foi 3º lugar do curso de Ciências da Computação, um dos cursos com grande número de concorrentes. Numa das passagens de seu relato, disse que passou a primeira vez em frente a universidade e disse para si: “um dia ainda irei estudar aqui!”.
Sua história comoveu a todos, inclusive com a presença da metade de sua prole no local onde estava sendo realizado o evento: “Infelizmente não deu para trazer todos. O restante ficou em casa com o pai...”
Outro relato que levou as lágrimas muitos dos presentes foi a de Marlone Barbosa Lins de Mendonça. Ele conquistou uma vaga no curso de Serviço Social, ocupando o 2º lugar pela mesma instituição. Marlone possui dificuldade de locomoção e de dicção, mesmo assim fez questão de relatar sua experiência de conquista.
Segundo a reitora Ana Dayse, o acesso a universidade é apenas o primeiro passo, a conquista agora é a permanência com qualidade para os aprovados e isso pode ser traduzido com a bolsa de assistência ao estudante. 
Parabéns, queridos!
"Um dia quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste" (Sigmund Freud)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Reinventar a escola dialogando com a comunidade e com a cidade

 Jaqueline Moll é doutora em Educação, gosto muito do seu trabalho e o texto, apesar de longo, vale a pena:

Novos Itinerários Educativos

Sem negar a tradição fundadora de qualquer instituição social, é preciso que nos questionemos profundamente acerca do sentido da escola para as novas gerações de nossa sociedade, assim como nos questionamos acerca de outros cânones instituidores das formas de ser e de estar no nosso tempo, como a família e as instituições democráticas.


Há muito estamos imersos, atores das cenas pedagógicas que se desenvolvem no dia-a-dia de nossas escolas, em discussões acerca dos problemas “congênitos” de que padece a instituição escolar. Problemas que ganham novos matizes diante das novas exigências e dos novos desafios do presente. Problemas relacionados à distância (aos desentendidos ou mal-entendidos) que existe entre a escola e a família, esta, via de regra, acusada de ausentar-se ou de ignorar as demandas da escola e as necessidades dos alunos. Problemas relacionados à indisciplina, sobretudo por parte dos adolescentes, que, supostamente, não se interessam pelo que a escola ensina. Problemas de não-aprendizagens, ainda denominados de “fracasso escolar”, em relação aos quais os alunos continuam sendo avaliados e categorizados pelo que não têm e não demonstram saber e raramente pelo que já construíram. Problemas em relação ao uso da coerção, da repressão que impede a livre expressão de idéias, comprometendo o futuro da própria democracia e, portanto, a possibilidade de avanço nas formas de convivência social.

As leituras dos problemas da escola ganham por vezes contornos bastante persecutórios: acusam-se professores, pais, alunos, governos como agentes que podem ser individualmente culpabilizados. Há quem pense – e proponha – que novos métodos de ensino ou novos processos avaliativos ou novas disciplinas no currículo escolar ou novos materiais pedagógicos ou a introdução de novas tecnologias de comunicação e informação podem resolver ou, pelo menos, minimizar o mal-estar vivido pela escola.

Considerando que muitas podem ser as leituras e variadas as alternativas, sem dúvida importantes para a renovação do trabalho pedagógico, propomos outra possível leitura que, ao mesmo tempo, caminhe na contramão das culpabilizações e permita-nos uma análise e, portanto, saídas menos pontuais.

Sem desconsiderar a importância de tais processos, é preciso focalizar movimentos mais amplos que buscam transformar as formas de ser e de atuar da instituição escolar, convertendo a escola em “comunidades de aprendizagem”, ou movimentos que tentam conectar a escola às redes sociais e aos itinerários educativos que estão no seu entorno no espaço urbano da construção da “cidade educadora”.

Tais processos desafiam-nos a mudanças que, embora também metodológicas, são mudanças paradigmáticas que implicam produzir novos esquemas mentais para ler o mundo e criar o que Paulo Freire denominou “inéditos viáveis”. Desse modo, não se colocam como uma nova panacéia, nem como um novo modelo, mas como mudanças possíveis, porém a médio e longo prazos, as quais só podem ser construídas a partir de novos pactos sociais e educativos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ser ou não ser...


O que vou escrever hoje pode causar discordâncias, concordâncias ou mesmo indiferença. Mas é um assunto que a cada dia se confirma mais de acordo com o que testemunho na minha experiência de vida e de trabalho.
A profissão do professor vem sendo desconstruída sistematicamente em todos os aspectos. Além da própria prática cotidiana, ainda temos a mídia a nos lembrar desse desafio através de situações de violência absurdas e repugnantes. Os motivos conhecidos por toda a sociedade como baixos salários, jornada de trabalho dupla ou tripla,  condições precárias das salas de aula, falta de material adequado e outros, somam-se à falta de reconhecimento e de respeito até mesmo dentro das escolas, por pessoas que deveriam trabalhar em parceria.
No entanto, há algo de belo e mágico na profissão, algo que nem mesmo olhos cansados e mentes desiludidas conseguem esconder. Um brilho que o fogo das circunstâncias tenta apagar, mas que insiste em permanecer tal facho que alumia a noitinha.
Nisso consiste o sentido e a intenção deste texto: defendo a ideia de que só merece ser chamado professor aquele que vive o cotidiano das salas de aula. Aquele que se vira em polvo para dar conta de tantas coisas. Que partilha com o aluno, além do dia a dia, as alegrias, os problemas, as dores, os sorrisos.  Que por necessidade aprende a ser artesão para adaptar materiais, que ousa fazer as vezes de enfermeiro e psicólogo. Que conhece um pouco da realidade de cada ser com quem convive, e por isso consegue compreender um rosto descontente, um abraço silencioso, uma lágrima contida, um sorriso satisfeito.
Quem trabalha na área de educação mas não (re)conhece a realidade da sala de aula pode  ser técnico em educação, mas está muito longe de ser professor. Ainda que tenha passado anos desempenhando a função de professor, quando deixa de fazê-lo se distancia rapidamente de tudo o que se refere a ela. Claro que são profissionais com habilidades louváveis, pois lidar com a burocracia de uma escola não é nada fácil. Documentos, consertos, reparos, notas fiscais e os imbróglios diários, sinceramente acho que isso não é para todo mundo. Mas daí a se considerar professor há uma diferença enorme. Em alguns desses profissionais percebo um respeito a quem desempenha a função, outorgando ao professor um pouco do que ele merece. Outros se esquecem muito rápido de tudo o que viveram na sua experiência anterior e esses por vezes me causam espanto. Vivem afirmando categoricamente que amam a sala de aula, no entanto poucos optam por retornar a ela (tive o prazer de conhecer colegas que, após um período em outra função, reafirmaram o seu amor ao magistério e optaram pela volta à sala de aula). Contam mil bravatas de quando estavam em sala de aula, coisas mirabolantes que faziam e que os pobres colegas atualmente não fazem. Dão sugestões bizarras, próprias de quem nada sabe da realidade. E ordens descabidas, autoritárias, apenas um exercício do poder que julgam ter e que tanto os deslumbra. Não notam que os que realmente têm poder usam de simplicidade e humildade para exercê-lo.
Não estou, absolutamente, criticando os que enveredaram por outros caminhos profissionais, ao contrário, admiro os que não têm medo dos desafios.  O que abomino a hipocrisia e o mau uso de um falso poder.
Aos colegas que souberam lidar com essa roda-viva sem jogar fora os seus valores, meu mais sincero reconhecimento e admiração. Aos que sucumbiram à sedução do poder, nem tudo está perdido: o magistério é algo que se renova a cada dia, se reinventa e até se reaprende.